Walmor Belz: craque com os pés e com as mãos

abril 21, 2010 por  
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Walmor Belz

Com a camisa 10 do Olímpico e jogando pela meia-esquerda, Walmor Erwin Belz era chamado de “Garoto de Ouro da Alameda Rio Branco”, devido ao seu fino trato com a bola. Fez parte do time que em 1949 foi campeão estadual invicto e, mais tarde, já como médico, participou do grupo que ergueu o título estadual de 1964. Hoje, Walmor Belz é um conceituado cirurgião vascular, com prêmios e homenagens importantes na carreira. Teve participação decisiva na implantação do curso de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

Logo aos 8 anos de idade, Walmor fundou com um grupo de amigos o Tamoio Esporte Clube, que sediava seus jogos em uma rua de terra, hoje a Rua Getúlio Vargas, no Centro. Três anos mais tarde passou a integrar a equipe do Tamandaré, do Colégio Santo Antônio, onde era aluno. Os títulos começaram a aparecer após 1943, quando entrou para o infantil do Olímpico. Em 1944, 1945 e 1946 venceu os títulos na categoria juvenil da Liga Blumenauense de Futebol. A coleção de títulos aumentou em 1948, novamente no torneio da Liga, mas agora pelo time de aspirantes.

Em 1949 o Olímpico conquistou o título estadual de forma invicta. O jogo final foi contra o Avaí, no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis, e terminou com a vitória dos blumenauenses por 4x 1. Walmor era tido como o jogador mais habilidoso do time, sempre levando perigo no ataque e com um talento raro na cobrança de faltas. Ele próprio conta que tinha um chute potente na perna esquerda que unia força e direção. Um veneno para os goleiros.

O título estadual não sai da lembrança, mas Walmor também não se esquece da rivalidade local entre Olímpico e Palmeiras. A cidade se dividia em duas para torcer. Segundo o ex-jogador, o Olímpico tinha um carneiro como mascote e passou cerca de um ano sem perder para o rival. “Depois o pessoal do Palmeiras matou o carneiro e começamos a perder as partidas”, lamenta.

 Opção pela Medicina

O meia esquerda jogou no Olímpico até 1950. Depois partiu para o Rio de Janeiro para estudar Medicina. Mesmo assim, tentou associar a carreira de jogador com o estudo. Ficou no Vasco por dois meses, treinando ao lado do goleiro Barbosa, vice-campeão mundial em 1950 pela Seleção Brasileira. Não conseguiu manter as duas coisas e optou pela Medicina. Atuava então por uma equipe da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Mesmo morando e estudando na capital fluminense, Walmor foi campeão em 1953 e 1954 da Liga Blumenauense de Futebol, jogando pelo Tupi, de Gaspar. “Eles pagavam a passagem de avião e eu vinha jogar porque gostava mesmo”, recorda.

Em 1956 fez mais uma tentativa de continuar no futebol profissional, tendo atuado três meses pelo Olaria, mas novamente os estudos falaram mais alto. E se o futebol de Santa Catarina e do Brasil perdeu cedo um Garoto de Ouro, a saúde ganhou um excelente profissional.

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